segunda-feira, 26 de maio de 2008

Xiita convidada - Reflexões de uma professora


Reflexões de uma professora


A visão médico-patológica da deficiência ainda está na cabeça de muitos profissionais da Educação e pior: tem curso de psicologia que ainda trata a educação especial como sendo propriedade exclusiva. Não tenho outra coisa contra o curso de psicologia, ao contrário: tem muita coisa boa. Mas a Inclusão na escola precisa ficar a cargo da Educação, dos Cursos de Pedagogia e em todas as disciplinas, não apenas na disciplina de Psicologia da Educação.

E não estudar "deficiência" mas o ensinar a turma toda e a cada um. Parar com este negócio de caracterizar, categorizar.

Muito legal professor universitário debater o nome de disciplina que continua a conter termos como "excepcionais", que é um absurdo. Mas o nome continua aí... Além de outros vícios, como abordar "características da deficiência dentro da Inclusão". Sabe aquela coisa "eu sou tão bonzinho porque falo da Inclusão...” E descreve o que causa cada deficiência, como é. E muitas vezes aborda "uma Inclusão responsável", com data e hora para acontecer, mas nunca já.

É preocupante quem "trata" o "deficiente" na sala de aula, a "deficiência", a "adequação" da pessoa com deficiência a tudo o que é "normal". É tratar temas tipo: "o deficiente mental na sala de aula". Infelizmente vivi no meu tempo de faculdade, se falava assim, a tal da "uma inclusão" (e o "por favor, não me venha com mais do que isso" muitas vezes dito, sem pudor).

Tive a felicidade de conhecer profissionais super conscientes, atualizados, focando as pessoas, a turma toda, sem misturar jeito de ser com "características da deficiência", tratando a inclusão como a de todos a tudo, o que é maravilhoso.

É estranho, no mínimo, acontecer ainda nos dias de hoje, com tanta informação disponível. É o velho e o novo vivendo no mesmo tempo e espaço. Ainda chegamos lá, no tempo e espaço onde o novo se fixará e o mais novo estará nascendo.

Procuro me manter atualizada, não creio conhecer tudo e tudo o que conheço não considero como pronto, acabado. Tudo evolui e a nossa parte é evoluir junto. Atuando na área da Educação, isso, antes de tudo, é uma obrigação. Procuro saber o que o MEC traz em seu site, bibliografias atuais, Fórum de discussões, notícias em geral, vivendo o cotidiano da escola e muito mais...Quanto a diagnósticos, me arrepio com este papo, porque já vivi situações desagradáveis, de professoras que acham que "aquele" estudante não aprende “porque deve ter tal coisa porque já viu algo assim muito parecido e deve ser mesmo porque ele tem umas coisas assim assado... Tudo a boca pequena, pra depois serem endossadas por outras pessoas porque também já viram isso assim assado... E toma encaminhamento, e toma remédio, e lesa criança, entristece pais... Porque em nome de uma suposta boa ação se faz atrocidades. Entre os que realmente precisam, encontram-se os que não, de maneira alguma, não. Há uma mania generalizada em achar que criança que não pára quieta na cadeira tem alguma coisa errada, não é a aula que está hiiiiper chata, porque, afinal de contas, a vida lá fora da escola é muito mais dinâmica, mais atraente. ”.

A questão de professor ter em mãos testes pra identificar possíveis problemas - e isso é diagnosticar - seja pré diagnóstico como adoram chamar, é preocupante. Professor conhece os estudantes a quem ensina? Sim, mas não tão bem a ponto de sair fazendo diagnóstico e ser endossado nisso. Pra ser otimista, há casos em que o professor percebeu maus tratos ao estudante, denunciou. Percebeu agressividade, questionou pais, conversou com a equipe da escola, todos procuraram observar. Percebeu que o estudante não está enxergando bem, conversou com os pais, que encaminharam. Percebeu que o estudante não está aprendendo, mudou sua atuação - pedagógica - apostou.Os exageros: estudante se diferencia quanto a comportamento, deve ser "algo muito errado", pensa em algo "muito grave", sendo que pode ser algo momentâneo, por uma dificuldade na aprendizagem que a equipe escolar tem toda condição de investir no estudante. Não, muitas vezes já tem os diagnósticos prontos, porque preenchem todas as questões da lista: dislexia e outras "ias", distúrbios tais...

Quanto aos casos já diagnosticados, que precisam de atenção especializada, tomar remédios, não tenho muito que comentar. É comunicação constante entre os profissionais. Mas professor não tem que dar remédio na escola... Nem estudante levar ao ambiente escolar. A medicação é em casa, com a atenção dos pais.

Diagnóstico é pra médico, e ponto final.

Imaginam-se todos os professores como pessoas hiper conscientes, bem resolvidas, esclarecidas, que irão responsavelmente fazer encaminhamentos. Não sou a favor de corporativismos... Infelizmente tem muita gente que faz encaminhamento, passando adiante tudo o que considera "problemas de aprendizagem", mas que na verdade são "problemas de ensinagem". Não considero, absolutamente, que seja uma questão de caça as bruxas nem desanimar, achando que se é assim não tem jeito, porque não teremos colaboração... Pelo contrário!!!! Tem muita gente afim que acaba levando consigo pessoas nem tão afim, que se contagiam etc e tal, com o movimento pró-inclusão, com a questão de ensino, se sensibilizando. Mas é preciso, ainda, falar MUUUUITO sobre isso é preciso muita discussão, muita palestra, muita reunião, muita gente contando suas experiências.

Sempre é bom falarmos MUITO sobre Inclusão. Sinto muito quando vejo que as pessoas se calam, evitam discussão, envolvimento. Em nome de uma suposta paz, uma concessão que não faz bem a ninguém. Epa deixo bem claro aqui que para evoluirmos há várias formas de atuação, todas ao mesmo tempo já!!!!

É preciso discutir os absurdos, o que não pode mais acontecer, a falta de consciência, o corporativismo entre os profissionais de educação, que infelizmente, muitas vezes, se unem pra falar bobagem e defender coisa errada, mas errada mesmo, não o que eu acho errado. Infelizmente ainda acontece. Considero importante as pessoas falarem sobre as boas experiências, mas também precisamos brigar pela mudança, pelo cumprimento da Lei.

Não adianta falar de Inclusão e ter na escola o horário específico de recreio em nome de ser "o melhor" porque podem se machucar e por aí a fora... Ter uma sala separada pra ensinar conteúdos... Salinha pra levar e ficar um tempo fazendo testes e mais testes. Os profissionais da área médica, e viva todos com certeza, precisam atender em ambiente próprio, postos de saúde, e precisam estar lá e atender as pessoas. Mas na escola, o que é da escola: salas especiais, ok, para trazer a acessibilidade e promover a inclusão a todos - todos!!! Tipo: sala de informática, biblioteca com equipamento acessível para pessoas com deficiência visual, por exemplo, sala para ensinar Libras, Braille, a usar lupa e etc, comunicação alternativa e quetais - e com profissionais que existem para isso - os professores de educação especial, que há muitos, muitos anos tem ensinado conteúdos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E tem muito professor de conteúdos escolares que encaminha, dá seu "diagnóstico" pra tal "sala de recursos" que de recursos fica a desejar. Mas precisamos modificar isso, é a tal mudança de olhar da e para a Educação Especial. Professora de conteúdos escolares precisa saber ensinar e bem, conhecer diferentes modos de atuação, estudar bastante. A professora de educação especial e a de conteúdos juntas, mas cada uma com diferente atuação. Como o estudante que não sabe Braille, e precisa saber, vai acompanhar os estudos com seus colegas na sala de aula? Tendo seu horário extra classe para aprender Braille, usar a máquina, reglete e etc.

Importante destacar que adequações arquitetônicas (edificações, mobiliários, materiais de apoio específicos para trazer a inclusão, como pranchas de comunicação etc) são fundamentais, mas não são matérias de ensino para quem vai dar aula, e demanda trabalho em equipe - escolas e profissionais como fisioterapeutas, psicólogos, arquitetos e outros tão importantes quanto.

Avaliação: a da escola precisa ser muito bem pensada. Mesmo quem opta por não fazer a avaliação de conteúdos tem que prestar muita atenção no desenvolvimento do estudante, fazer sempre anotações, sempre. Não sou contra a avaliação, mas que ela não seja padrãozona, padronizadora, sem considerar o desenvolvimento individual em relação ao conteúdo ensinado. Mas prefiro mesmo a avaliação individual, com anotações diárias. É mais justa e producente. Principalmente para a reflexão do professor quanto ao ensino.

Há um problema muito sério quanto à visão que se tem tido em relação ao que é Educação Especial. Tem gente achando que é o fim da educação especial etc e tal. Na verdade, pensar que professor de ensino de conteúdos tem que saber Libras, Braille, usar equipamentos específicos é temerário, porque se aposta numa coisa para dizer que somente após isso a inclusão acontecerá, o que é mentirinha. E mentirinha contada em cursos de graduação de professores. Claro que temos capacidade de aprender tudo isso, mas a inclusão não se dá após isso. E professor que se gradua em educação especial e se dedica a ensinar especificamente Braille, Libras etc, também não precisa aprender a ensinar conteúdos escolares, obrigatoriamente. É bom saber, conhecer, ter esta experiência para melhorar sua atuação, mas esperar conhecer tudo pra lá na frente fazer a "tal da inclusão", vai tempo. Parabéns aos profissionais que almejam inclusão total e irrestrita desde já. Mesmo achando que pouco sabem, seguem adiante em seu trabalho, enriquecendo a cada dia com novas experiências, fazendo com que a vida escolar das crianças seja rico, prazeroso.

Tem professor que "mata" a vontade inicial da criança em ir pra escola. Porque é tanta dificuldade que ela passa... Sua aposta sempre é a de que na escola vai APRENDER. Fico triste que só quando vejo professor reclamando de estudante, diagnosticando, fazendo juízos... E a criança? Quais serão seus sentimentos quando se vê num turbilhão de acontecimentos que muitas vezes não compreende? Sendo categorizada, colocada pra aprender conteúdos das salas longe dos seus colegas? Sofrendo o bolem a partir disto? E A CRIANÇA OU JOVEM? COMO ELE FICA COM ESSE AFÃ EM DIAGNÓSTICO? Como se sentem?Agora, como se sente uma criança ou jovem, na escola, quando em dificuldades pra compreender conteúdos, vê valorizados seus esforços, se vê diante de novas oportunidades, e vê que há coerência porque o professor tem o mesmo olhar em relação aos demais?

Estou eu aqui pensando na minha época de escola, quando tive uma puxa dificuldade pra aprender a ler, adoraria que a professora me desse oportunidades sem salientar meus erros. Não desse tanta ênfase ao que eu não conseguia, mas em seus atos me levasse a novos desafios e eu visse o mesmo em relação aos demais no mesmo pé: nem condecorar os estudantes conceito A, nem rebaixar os de conceito C ou D.

Com certeza? Na sala de aula, o conhecimento é constante e se dá em todos os momentos, a professora aprende a ensinar de diferentes modos. E tem desafios: se o estudante está com dificuldades em aprender os conteúdos, busca novas formas, usa recursos visuais, auditivos - grava aulas, filma as experiências e passa pra turma - quando não sabe, vai atrás. Não toma somente pra si todos os problemas, bem como não joga pra cima do estudante. Faz constante reflexões a respeito do seu trabalho.

A Inclusão é desde já. Mesmo sem rampa na escola, sem máquina Braille... E na verdade eu nem precisaria estar dando ênfase nisso agora, porque está escrito: o direito ao ensino na escola comum é para todos, sem senões, nem vírgulas nem reticências. Mas é bom deixar escrito direitinho, porque ainda hoje tem gente querendo o antigo, criança, jovem com deficiência estudando conteúdos em instituições ou salas especiais.

Aqui onde estou morando temporariamente (Brasiiiiiiiiiiiiil, que saudades do meu povo, das alegrias e tristezas, da vida, do trabalho, de falar com pessoas na minha língua pátria, de me expressar em Português...), quando cheguei, fiquei deslumbrada porque na primeira saída pra conhecer a city (Newcastle/Austrália), vi que todas as calçadas - TODAS - são rebaixadas, os semáforos - TODOS - sonoros, os ônibus - TODOS (ai, gente, cansei, TODOS em tudo, vai...) os ônibus rebaixam na frente na altura da calçada, os trens tem aparelho pra pessoa apertar o botão e ouvir próxima parada e tal.

Deslumbrada, mas nem tanto, porque veio aquele mau humorzinho meu: "ah, isso porque é centro, quero ver na periferia (que é bem diferente do que a gente entende por)". Que nada! Em todo lugar, mesmo Sydney, que tive a felicidade de conhecer, tem TUDO. Fiquei felizaça...Aqui é tudo limpo, a cidade é grande, tem ares de interiorzão, com poucos prédios altos, menos carros nas ruas como a gente costuma ver em cidades grandes. Aqui há uma preocupação do governo em manter esta "ordem" e promover a acessibilidade, bem como proteção ao meio ambiente, conscientização a respeito dos 3 Rs (Reduzir, Reutilizar, Reciclar, nesta ordem).
Uma coisa que achei hiper atraente: as pessoas, nos finais de semanas, vão aos parques públicos. Gentem, eles fazem barbecue (o churrasco deles, bem chinfrim, pra mim que sou filha de gaúchos, bah, tchê!), ficam o dia todo, e é parque mesmo, com gramado, rodeado de avenidas, carros passando etc e tal. Eles não querem nem saber, pegam seus cobertores, estendem na grama e chegam a dormir de "babar"...

Obviamente tem coisa chatérrima, mas não estou a fim de colocar aqui, porque é tudo o que uma brasileira não está acostumada, choques culturais, digamos assim, vá... Mas vale destacar as agruras a respeito da linguagem: muita gente boa, que tem paciência, speak slowly, please... Mas quando dá de pegarmos gente mal educada... É de chorar. É a mesma coisa quando se pensa na situação escolar, de um estudante com surdez no ambiente em que ninguém sabe Libras, a professora não tem a mínima vontade de aprender, nem andar com uma "colinha", nem promover atividades acessíveis, que, inclusive, a turma toda iria simplesmente a-m-a-r, além de promover uma aproximação maior entre todos. Bom, já comecei de novo...

Observei que aqui a acessibilidade é pra todos, pras pessoas com deficiência, idosos, gestantes etc e tal.

A Inclusão nas escolas, não posso afirmar em todas, me parece estar no mesmo pé que aí, uma vez que aqui também tem instituições... Minha filhinha está numa escola pública (aiiiiiiiiiiiii, gente, que show...), lá tem UMA menina com Síndrome de Down. Bom a escola é pequena, vai desde o que seria uma pré-escola pra cinco anos, até quarta série, uma sala de cada. Perguntei para uma mãe, quando fiz mais amizades, como era a questão de pessoas com deficiência nas escolas e ela me disse que só ia quem tinha o mínimo de condições. Ai, que bão que não dominava o inglês na época, senão ia eu me meter a falar...

No inicio do ano letivo, os pais preenchem um moooooooonte de papel e vem questões como se seu filho tem deficiências, necessidades especiais, se necessita de acompanhante, se tem outros profissionais de apoio como fonoaudiólogos etc. Achei show e tudo o mais.

A professora alfabetiza pelo método fonético, ela é superultra preparada pra isso. Profissional com atitudes profissionais o que pode passar como frieza ou algo negativo, mas ela faz seu trabalho hiper bem. Ela não se derrete em sorrisos para os pais, nem tem atitudes infantis ou infantilizadoras (qualquer dia, falo bastante sobre o que penso sobre isso). É que, penso, que a gente está acostumado com a "tia", aqui não tem nadica disso. O duro é quando a pessoa não tem preparo, acha que tem e não busca se informar, já acha que aprendeu tudo no curso de pedagogia, faz uns cursos aqui e ali pra melhorar pontuação pra salário... Lembrando também que quando os pais perguntam o método de alfabetização, tem como resposta "ah, uso de tudo um pouco" ou "ah, é Construtivismo". Aí se você pergunta, "ah, Emilia Ferreiro, Telma Weiz e tal?" E a resposta é "Ããã"???????

Aqui os pais são chamados REALMENTE a participar. Não é fake, brincadeira de faz-de-conta de diretor de escola. A professora faz até calendário para os pais que puderem estar na sala ajudando nos projetos. E em casa, de segunda a quinta (porque final de semana não tem lição) a gente "toma" leitura dos filhos e anota num caderno que ela manda, se leu bem, etc e tal. Gente, meus primeiros anos de escola tinha isso, minha mãe tomava tabuada, leitura em voz alta... hehehehehheehehehheheheh! Hoje, aí, noooossa, uma com medo de mandar lição porque vão considerá-la tradicionalista, outra, enche a turma de lição de casa, adorando ser tradicionalista, aquele monte, que enerva pais. Precisa equilíbrio nénão?

Aqui, os pais estão dentro da escola o tempo todo, mas de maneira organizada, claro né, não pode ficar atrapalhando, mas estão lá, trabalhando na cantina da escola, que funciona com alimentos doados pelos pais, vendendo os uniformes, participando do Conselho Escolar ATIVAMENTE. MESMO. SERIAMENTE. Quase que profissionalmente.

Os pais recebem uma graninha do governo, por filho, pra ajudar no material e uniforme, no primeiro trimestre. TODO material de escola é cedido, eles pedem pra quem puder ajudar, dar um dinheiro pros livros, pra ajudar a escola porque o dinheiro que recebem é curto, e isso a gente conhece aí.

Aqui, nas escolas e parques (alguns) tem trepa-trepa, escorregador, barra pra se pendurar, já vi até uma mini parede de escalada. A gente aboliu tudo isso aí, quando vemos em escolas ficamos logo pensando nos nossos pimpolhos que podem cair... Aqui, eles estimulam muito os filhos a subir e escalar. Se vocês acham que os pais ficam com os olhos super abertos, temerosos, "ai, vai cair...” Que nada, e é interessante, porque passa segurança pras crianças. E a bobalhona aqui quando a filhota (5 anos) começou a fazer o mesmo, ficou toda apavorada, com o tal do olhão etc... Na verdade, esqueci que quando era pequena, pulava o muro da Dona Maria e subia naquela baita mangueira e "roubava" manga até... Cara de pau, às vezes chupava lá em cima, essa é a verdade. Dona Maria me amava... Ai...

Tem uma coisa que achei um horror, mas acho que sou a única a achar isso: os casais recebem uns 2.000 dólares australianos (cerca de 1,70 reais o dólar) por filho que nasce. Eles estimulam isso, "vamos povoar isso aqui, gente". E toma filho. Tem feminista aqui falando pras paredes, porque a grana é boa... (gentem é minha opinião..).

Porque escrevi tanto assim... Ah... Por saudades mesmo...

O Brasil é o que há, gente!!!!!! Maravilhoso. E estamos caminhando muito bem, com garra, disposição pela Inclusão. Muuuuuuuuuuita gente boa...

Patrícia Kast Caminha é professora.
Descrição da imagem : foto de Doris Day como professora, na frente do quadro negro, do filme Teacher´s Pet

4 comentários:

Vilma disse...

Que maravilha de reflexão!

lutt disse...

Quero dar destaque ao trecho onde ela cita a situação escolar de um estudante com surdez no ambiente em que ninguém sabe Libras e a professora não se esforça em bem atender às dificuldades desta criança. Esta professora DETONA a vontade da criança em ir para escola e perde a oportunidade de ENSINAR a todos sobre DIVERSIDADE.
Sentimos isso aqui na Australia, quando não falamos inglês e várias pessoas não se esforçam em nos entender ou ajudar. Patricia coloca muito bem esta comparação mostrando o que pode sentir uma criança ALIJADA e DISCRIMINADA.
Parabéns Patricia, lindo texto
Luttgardes, marido de Patricia

Marisa disse...

Uma pergunta a voce Patricia:
- Quando é que voce volta pro Brasil heim???
Precisamos muito de pessoas como você, com uma visão ampla e muito bem informada.
Sou fonoaudióloga, e admiro as professoras pelo mérito da aprendizagem, porém sabemos que há as deturbadoras, as acomodadas e as que não assumem nada...
Por favor venha dar uma palestra de sua experiência por aqui!!!
E quando o fizer não deixe de me convidar tah!!!
Beijosss
Marisa

Sandra Helena disse...

Lindo, lindo e lindo...Fazer refletir, repensar contagia até aqueles que desconhecem a capacidade singular, intima, de poder contribuir mesmo no não saber fazer. E acima de tudo compromissado no aprender a fazer junto ao outro que é sempre diferente não tem como, não SER ... Obrigada Patricia pela injeção de esperanças